sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Os Portugueses são poliglotas porque ...



- Se  tem um problema intrincado... - Vê-se grego;

- Se  não compreende alguma coisa ... -  "aquilo" é chinês;

- Se  trabalha de manhã à noite ... -  trabalha como um mouro;

- Se vê  uma invenção moderna ... - É  uma americanice;

- Se  alguém fala muito depressa ... -  fala como um espanhol;

- Se  alguém vive com luxo ... - vive à grande e à francesa;

- Se  alguém quer causar boa impressão ... - é  só para inglês ver;

- Se  alguém tenta regatear um preço ... - é  pior que um cigano;

- Se  alguém é agarrado ao dinheiro ... - é  pior que um judeu;

- Se vê  alguém a divertir-se ... - está a gozar que nem um preto;

- Se vê  alguém com um fato claro vestido ... - parece um brasileiro;

- Se vê  uma loura alta e bonita... -  parece uma autêntica sueca;

- Se  quer um café curtinho ... - pede uma italiana;

- Se vê  horários serem cumpridos... - é pontualidade britânica;

- Se vê  um militar bem fardado ... - parece um soldado alemão;

- Se  uma máquina funciona bem... - é  como um relógio suíço;

Mas  quando alguma coisa corre mal... - é  " à  PORTUGUESA"

Chefias

Um elefante vê uma cobra pela primeira  vez.

Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes  para te deslocar? Não tens patas!

- É muito simples - responde a  cobra - rastejo, o que me permite avançar.

- Ah... E como é que  fazes para te reproduzires? Não tens tomates!

É muito simples -  responde a cobra já irritada - não preciso de tomates, ponho  ovos.

Ah... E como é que fazes para comer? Não tens mãos nem  tromba para levar a comida à boca!

Não preciso! Abro a  boca assim, muito grande, e com esta enorme garganta
engulo a  minha presa directamente.

- Ah... ok! Ok! Mas então, resumindo....  rastejas, não tens tomates e só tens garganta... És Chefe de quem ?????!!

Isto é que é Arte XII

terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

README

1. Higiene pessoal:
- Toma banho em 3 minutos e usa sabão azul e branco em barra = MACHO
- Toma banho rápido e usa champô = HOMEM MÉDIO
- Demora meia hora e usa sabonete líquido = TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS
- Toma banho de espuma na banheira = PANASCA ASSUMIDO

2. Higiene pessoal:
- Mija de pé e nem sacode o sardão = MACHO DO CARALHO
- Mija em pé e sacode o nabo para secá-lo = MUITO HOMEM
- Mija sentado e sacode a sarda para secá-lo = TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS
- Mija sentado e seca a ponta da pila com papel higiénico = MUITO GAY, QUASE GAJA

3. Uso de cremes e bronzeadores:
- Não usa = MACHO
- Usa um pouco no verão = SENSÍVEL
- Usa bastante no verão = PANELEIRO
- Usa bastante o ano todo = TODO ROTO

4. Presentes que gosta de receber:
- Uma garrafa de whisky ou cognac = MÁSCULO
- Uma peça de roupa = FINO
- Doces, bombons etc. = MEIO ROTO
- Flores e/ou perfumes = PANELEIRO

5. Tratamento dos animais de estimação :
- O seu cão vive no quintal e come restos de comida = MACHO
- O seu cão vive dentro de casa, come ração especial =
MEIO BICHA
- Tem canários e treina o canto = BICHA TOTAL
- Acaricia muito o gato (que já é amaricado por si só) que dorme na sua própria cama = SEM COMENTÁRIOS

6. Tratamento das plantas:
- Alimenta-se de algumas delas = RAMBO
- Tem algumas plantas no quintal que não são regadas = MACHO
- Cuida das plantas e dos arbustos = FLORZINHA
- Rega e poda plantas e flores do seu jardim = PANELEIRO REFINADO

7. Uso do espelho:
- Não usa = VIKING
- Usa somente para fazer a barba e pentear cabelo = VAIDOSO
- Admira a sua pele e observa os seus musculos = GAY
- Igual ao GAY, e ainda admira a sua bilha = LOUCA DESATINADA
- Admira-se com diferentes perucas, vestidos e maquilhagem = TRAVESTI

8. Penteado:
- Não se penteia = MACHÃO
- Penteia-se depois do banho = HOMEM
- Penteia-se várias vezes ao dia = FRESCO
- Penteia-se várias vezes ao dia e pinta o cabelo = BICHA
- Penteia os outros e dá conselhos de penteados = BICHA DOIDA

9. Limpeza da casa:
- Varre quando ouve a porcaria estalar sob a sola dos sapatos = ANIMAL
- Varre quando o pó cobre o chão = MACHO
- Limpa com água e detergente = FLOR
- Limpa com água, detergente e aromatizante = AMÉLIA
- Usa aspirador de pó = BORBOLETA

10. Desportos preferidos :
- Futebol, boxe, automobilismo = MACHO
- Tenis, bowling, voleibol = TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS
- Aeróbica, spinning = LOUCA
- Os mesmos, mas usa short de lycra = PANELEIRO

11. Comidas preferidas:
- Picanha, javali, animais assados, comida apimentada e gordurosa = TARZAN
- Peixe e salada para não engordar = SENSÍVEL
- Sanduíches integrais, consomées = PÉ-DE-SALSA
- Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor = PANELEIRO MESMO

12. Cerveja:
- Gelada e em grandes quantidades = MACHO
- Só uma para matar a sede no calor = PANELEIRICE SOB CONTROLE
- Com limão e sal = MARICAS
- Sem álcool
= PANELEIRICE SEM CONTROLE

Lei de Lavoisier

Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma!



Uma filosofia de vida

À medida que envelhecemos, por vezes, começamos a duvidar da nossa capacidade de "fazer a diferença". 
É nestes momentos que as nossas esperanças são impulsionados por realizações notáveis de pessoas mais idosas, que tiveram a coragem de assumir os desafios que fazem muitos de nós murcharem. 
Harold Schlumberg é uma dessas pessoas.

"Muitas pessoas perguntam-me: O que os velhos fazem quando se reformam?
Bem, eu tenho a sorte de ter uma formação em engenharia química, e uma das coisas que eu mais aprecio é transformar cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas em urina " 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Conceito LOOP

Para quem não conhece o conceito de LOOP, trata-se de uma terminologia usada pelos estudiosos de informática, para definir uma confusão criada e que, para a qual, não se possui uma explicação concreta para solução do problema...

Bem, vou tentar explicar em poucas palavras esta famosa terminologia:

Diz-se que um programa informático "entrou em loop" quando acontece a seguinte situação:

O diretor chama sua secretária e diz:
- Menina Vanessa, tenho um seminário na Argentina com a duração de uma semana e quero que me acompanhe. Por favor, faça os preparativos da viagem...

A secretária liga para seu marido:
- Alô, João! Vou viajar para o exterior com o director por uma semana. Cuide-se meu querido!

O marido liga para sua amante:
- Eleonor, meu amor. A bruxa vai viajar para o exterior por uma semana, vamos passar esta semana juntos, minha princesa ...

No momento seguinte, a amante liga para o menino para quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, estou com muito trabalho esta semana e não vou poder dar aulas ....

A criança liga para seu avô:
- Vovô, esta semana não tenho aulas, a minha professora está muito ocupada. Vamos passar a semana juntos?

O avô (que é o director desta história) chama imediatamente a secretária:
Menina Vanessa venha rápido - Suspenda a viagem, vou passar a semana com meu netinho que não vejo há um ano, por isso não vou participar no seminário. Cancele a viagem e o hotel.

A secretária liga para seu marido:
- Olá amorzinho! O babaca do director mudou de idéia e acabou de cancelar a viagem.

O marido liga para sua amante:
- Amorzinho, desculpe! Não podemos passar a semana juntinhos! A viagem da mocréia da minha mulher foi cancelada.

A amante liga para o menino a quem dá aulas particulares:
- Joãozinho, mudei os planos: esta semana teremos aulas como de costume.

A criança liga para o avô:
- Vovô! A velha da minha professora disse-me que irei ter aulas. Desculpe mas não poderemos ficar juntos esta semana.

O avô liga para a secretária:
-  Menina Vanessa , o meu neto acabou de me ligar a dizer que não vai poder ficar comigo essa semana, porque tem aulas. Portanto dê prosseguimento à viagem para o Seminário.

Deu para perceber, o conceito de LOOP, pelo exemplo?????

sábado, 1 de maio de 2010

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fados D'intigamente XIII

José Cascata de Oliveira Matos
Que casou com a Dona Pirolampampina
Ele era duns elegantes formatos
E ela, uma excelente menina

Então o pobre Zé, cheio de dôr
Ao Deus tão poderoso, implorava
P'ra lhe dar, do fruto do seu amor
Um menino ou dois, não se importava

Surgiu rápida a notícia feliz
Porque o mundo, tem tão cruéis destinos
A parteira chamou-o, e assim lhe diz:
Olhe... olhe... oh Sô Zé: sua esposa deu á luz dois meninos

Então o pobre Zé pôs-se a saltar
Esfregando as mãos, mas depois
A parteira vem de novo anunciar:
Olhe... olhe... oh sô Zé: já tem mais dois

Mal tinha dito isto e outra vez
Volta a parteira aflita, p'ra dizer
Acabam de nascer Sô Zé, mais três
E p'lo que vejo, há mais para nascer

Oh senhora, nascer mais nenhum não deixe
Gritou o Zé, com voz enfurecida
Porque isso concerteza, é uma creche
Ou uma escola, á hora da saída

quarta-feira, 28 de abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fados D'intigamente XII

Cá vai mais um, espero que gostem.

Há cinco minutos que saiu daqui para o hospital
Os olhos pisados, os lábios inchados, mas não fiz por mal
Há cinco minutos perdeu-me o respeito e armou-se em esperta
Lá foi de ambulância, cheia de importância, com a tola aberta

Tu agora já sabes como o tempo passa
Nem o rolo da massa te valeu de nada
Mas quando voltares, se por cá ficares
Juízo na tola
Ou baixas a bola, ou cai mais porrada

Há cinco minutos, diz ela p'ra mim toda refilona
Vai chegar o dia que eu ganhe energia p'ra te abrir a mona
Em cinco minutos!... por isso levou um trunfo na fila
E apertei-lhe os queixos, p'ra ela entrar nos eixos e não ser reguila

Tu agora já sabes como elas te mordem
Nem teus pais te acodem quando há bordoada
Mas quando voltares, se por cá ficares
Juízo na tola
Ou baixas a bola, ou vestes outra farda

Texto que gostava de ter escrito II

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.



Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Fernanda Braga da Cruz

Texto que gostava de ter escrito I

Um Quociente apaixonou-se
 Um dia
 Doidamente
Por uma Incógnita.

 Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.

 Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.

 "Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."

 E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.

 E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.

 Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.

 Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.

 Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.

 E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.

 Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.

 Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.

 Mas foi então que Einstein descobriu a
Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade. 

Isto é que é Arte VI